por Eduardo Zobaran
Calma, calma. Se você não estiver entendendo nada, explico. O Yougol começou aqui a fazer uma minienciclopédia do Futebol Carioca nos Anos 90.
Afinal, recordar é viver.
I
Ítalo Del Cima: Novamente numa lembrança das transmissões da Band, me veio à cabeça alguns estádio roots. Aliás, a TV deveria voltar a fazer jogos às segundas, mas é essencial que os jogos sejam em estádios de pequenos. O estádio do Campo Grande é um exemplos dos estádio roots, mas poderia ter falado a Rua Bariri, do Olaria; Moça Bonita, do Bangu; Conselheiro Galvão, do Madureira; dos Ventos Uivantes, da Portuguesa da Ilha; Figueira de Melo, do São Cristóvão; Rua Teixeira de Castro, do Bonsucesso; ou até, Wonlney Braune, do Andaraí, que era usado pelo América. Só citei os da cidade do Rio, hein!
J

É rosa, seu monitor é que está com defeito!
Jornal dos Sports: O diário Lance! surgiu em 1997 e, se você era muleque na época, provavelmente se amarrou na novidade, mas a real é que os anos 90 ainda foram dominados pelo Jornal dos Sports. Era fácil identificar na rua, no colégio e, imagino, no trabalho. A capa rosa indefectível era um charme, além das informações até de campeonato do Aterro, a certeza que seu time contrataria todos os craques do mundo e, é claro, do resultado do vestibular.
K
Kenay: Sei lá, tava procurando alguma coisa com K e, desculpe nobre leitor do Yougol, mas só lembrei do goleiro Kenay, que jogou no Americano e no Bangu. O Pacato – que virava Gato Guerreiro na voz do Januário de Oliveira – deveria ter entrado nessa. Estaria junto com outros goleiros clássicos dos anos 90, como Zé Romário, Adriano, Marcelo Lourenço e o uruguaio Léo. Wéllerson, Carlão, Caetano e Fábio Noronha merecem menção honrosa. Outras menções: Nei, Ricardo Pinto e Ricardo Cruz.
L

Nos anos 90, Laranjeiras satisfeita sorriu.
Laranjeiras: Cara, nessa mesma parte do A-Z, você já me ouviu falar de estádios roots de times pequenos, mas acredite os grandes também já tiveram estádios para chamar de meu…boteco. Laranjeiras, que a diretoria do Flu quer transformar em playground de peladeiros (mas já não é?), e o Estádio da Gávea são clássicos da década. Caio Martins, que tá ficando para a história também, viveu seu apogeu nos anos 90. Sim, São Janú é roots. Proponho jogos às terça. É claro, sem iluminação artificial.
M

Dá um close!
Mesa Redonda: As mesas redondas da CNT eram concorrentes da mesa do Paulo Stein, Márcio Guedes, Du Bocage e Alberto Léo na TVE. Mas não tinha essa, a boa mesmo era a que ia o Eurico Miranda, Caixa D’Água e todos os jogadores com a camisa da Onbongo ou Nicoboco, além da campanha LBV: Esporte é Vida não Violência. Tô falando, você já deveria ter percebido, da Mesa Redonda da CNT, com Jô-sé-Car-los Araújo, Sou Eu!, Deni Menezes, Gérson (de novo ele), Ronaldo Castro, Gilsão e Áureo “dá um close no meu anel aqui, ó!” Ameno.
N
Natalino: Não me venha com I don’t bidedu. Não é de hoje que Joel Natalino Santana é folclórico. Nos anos 90, por exemplo, emprestou sua simpatia para Vasco, Fluminense, Flamengo e Botafogo. Entre um(as) e outro(as), conseguiu a façanha de conquista o pentacampeonato estadual: bi com o Vasco, 92-93; Bahia, 94; Flu, 95; Fla, 96; Botafogo, 97. É mole? Quase tão carismático quanto Jair Pereira – “Maré, maré. Jacaré, jacaré”.
O
Olaria: Já falamos dos craques dos times pequenos e dos estádios roots dos times pequenos. Mas, peraê. E os times pequenos clássicos dos anos 90, tempo bom em que o Tigres não tinha vez. Além do dono da camisa mais bonita do subúrbio carioca, não nos esqueçamos do América, Bangu, São Cristóvão, Madureira, – agora aguenta coração – Portuguesa da Ilha, Bonsucesso e Campo Grande. E os times do interior, América de Três Rios, Entrerriense, Barreira, Nova Cidade, Volta Redonda Old School, Americano e – o mais querido no Yougol – Goytacaz.
P
Pior ataque do mundo: “Pior ataque do mundo, pior ataque do mundo, pára um pouquinho, descansa um pouquinho, Sávio, Romário e Edmundo.”
Q

Termina logo. Quero ver o jogo!
Quinze minutos de atraso da transmissão: Times em campo, jogadores aquecendo, últimas entrevistas para a rádio local, mas o juiz insiste em trocar uma ideia com o quarto árbitro e o delegado da partida. Ele vai para o círculo central e volta para a beira do campo. Então, Januário de Oliveira explica a situação: “o juiz só está esperando a novela acabar”. Agora sim, tudo certo para o início de Bangu versus Botafogo, Botafogo versus Bangu.
onbongo – nicoboco clássico!
mas a arco-iris não tá pegando no pé do fla….
vai ter que rolar uma CPI (cerveja para indagações) com esse editor aeee….
Valdir Bigode, Mário Tilico, as grandes tiradas das narrações futebolísticas! “Táaa láaaa um corpo estendido no chão!”. Pelo amor dos meus filhinhos!”.” O craque da camisa número meia dúzia!”.
tá irado!! mas tinha q ter postado tudo de uma vez só, po!
hahaha.. pior ataque do mundo foi uma sacanagem sem tamanho. Mas uma bela menção!
O Kenay você tirou da cartola, parabéns. Agora a espectativa está alta o W, o X e o Y
O Kenay foi uma lembrança absurda! Meu deus, nunca ia me lembrar disso. Voltei no tempo total!
Jogava com meus primos um futebolzinho em quarta fechado com bola bem leve que a gente chamava de “melhores momentos” ou………….. “Carlão” do Botafogo, porque fazia defesas muito plásticas.
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KENAAAAAAAAAAAI hauahuahuahau!
Seja no Bangu ou no Americano, SEMPRE RESERVA hahahaha!
Reserva do Pacato no Americano e do Leo no Bangu!
Show de bola a enciclopédia! Mas faltou citar um time muito roots do interior, o glorioso Itaperuna Esporte Clube. Inclusive, foi defendendo a meta do Itaperuna que o gato guerreiro Pacato se lançou para o estrelato mundial…
Abraço