O Yougol encerra hoje – com atraso – a mini série em homenagem aos 111 anos de Vasco da Gama. Dos quatro títulos brasileiros, 1974, 1997, 2000, faltava 1989, que segue abaixo com uma entrevista especial com o herói daquele título.
por Raphael Zarko
De Mazinho para Bismarck. Curtinho para Boiadeiro, que rola na direita para Luiz Carlos Winck. O melhor lateral que vi jogar no Vasco, mais do que cruza, toca de primeira. Lentamente, a bola atravessa todos, passa por Bebeto, mas encontra a testa do paulista de Araras, que, aos 20 anos, dá o segundo título Brasileiro ao Vasco.

A testada mais forte dos 111 anos do Vasco saiu desse camisa 7. A bola e Gilmar estão na rede
Antes do Youtube já era impossível esquecer esse lance. Aos sete anos, com a sala de casa lotada de amigos vascaínos do meu pai, todos com cerveja na mão, menos eu (muito novo ainda…), vi uma das famosas formações da SeleVasco.
Em 1989, o Vasco tinha Bebeto, Bismarck, Willian, Tita e Andrade no banco e “dois laterais consagrados”, como o camisa 7 (mesmo número de Jorginho Carvoeiro em 74) daquele dia 16 de dezembro de 1989, no Morumbi, se referiu a Mazinho e Winck.
- Mas não tinha um Mauro Galvão – lembra o herói daquele título. Ele mesmo, Sorato, em breve papo que batemos ao telefone na sexta-feira, 21 de agosto, dia do aniversário de 111 anos do Vasco.
E ele tem razão. Na zaga tínhamos o equatoriano – e folclórico – Quiñonez. Aguinaldo Luiz Sorato, de 40 anos, me surpreendeu ao dizer que os times de 1997 e 1998 (respectivamente campeão Brasileiro e da Libertadores) eram melhores àquele dirigido por Nelsinho Rosa, que até hoje trabalha no Vasco. Sorato estava nas três conquistas.
Sorato pretende estagiar no Vasco antes de ser auxiliar técnico no Tigres
Ao longo de uma semana, conversei com Sorato para uma matéria para o Jornal do Brasil. Ele pode ter feito suas últimas partidas como profissional – foram mais de 20 anos de carreira – no Carioca de 2009 e na Copa Rio, com o título que garantiu a inédita participação do jovem clube de Xerém na Copa do Brasil de 2010. Mas o herói vascaíno não sabe se vai jogar, pois está em negociação para iniciar uma nova carreira como auxiliar técnico no próprio Tigres.
- Sou vascaíno mesmo, todo mundo sabe disso. Eu vivi, cresci ali, morei em São Januário – me conta Sorato, que chegou ao clube no juvenil, com 16 anos, em 1985, e lembra que na infância assistiu a volta de Roberto Dinamite, de Barcelona direto para o Maracanã, nos 5 a 2 sobre o Corinthians. – Tenho muita ligação com o clube, sei que faço parte dos 111 anos de vida. Não adianta, gosto muito do Vasco.
E se depender da conversa que levou com o técnico Dorival Júnior, (me permitam) o sentimento não vai mesmo parar. Nas próximas semanas, o ídolo eterno vascaíno deve acompanhar treinamentos do time e fazer uma espécie de estágio com o treinador do Vasco, com quem jogou no Palmeiras e Juventude:
- Ele era volante, já gostava de posicionar o time. Sempre teve essa coisa de orientar, falava muito. Era uma liderança importante. Hoje ele é um treinador top. E o Vasco, do jeito que o time está andando, não sai mais do G-4.
No período que falei com Sorato, o time venceu o Ipatinga por 4 a 0 no Maracanã, também superou o Brasiliense, mas tropeçou feio em casa contra o Ceará.
Sorato lembra ter marcado apenas três gols no Brasileiro de 1989. Contra Botafogo, Corinthians e, claro, o da final, contra o São Paulo.
- Tivemos uma reta final muito boa. Vencemos fora de casa o Internacional, o Corinthians e escolhemos pegar o São Paulo no Morumbi. Na final, como era muito jovem, senti aquele frio na barriga, mas como estávamos muito bem, muito entrosados, tive muita tranquilidade. A jogada do gol era praticamente ensaiada, eu já sabia que a bola do Winck vinha daquele jeito.
Leia mais: o Brasileiro de 74; Edmundo e o título de 1997, Em 2000, vitória sobre a zebra paulista
Sorato jogou muito.
Sorato é muito roots!
O Vasco tinha a opção de jogar a primeira partida fora ou em casa, se ganhasse eliminava o segundo jogo (o que aconteceu). Isso é pra galera do Cruzeiro e do Sao Caetano (se é q existe alguém) que choram os titulos de 74 e 2000, quando o time é bom, não tem em casa nem fora, o time não amarela nunca…Vascão legítimo tetracampeão brasileiro, rumo ao penta em 2010….
ai ai o you gol me diverte confirmando a cada post o fato explícito de que o blog virou braço de comunicação da assessoria do vasco. E eu também acho divertido o fato das reportagens serem chamadas de ‘mini’. Eufemismo legal.
uma devida explicaçao a quem chegou até aqui. no yougol vc nao vai ler nada à toa ou do tipo ‘assessoria do vasco’. por sinal, graças a uma história entre tantas outras q conseguimos fazer aqui, um ídolo das antigas do meu time, o goleiro argentino andrada (nao menos q “o arqueiro do rei”), veio ao brasil ser homenageado. nao q precise de explicaçao, mas a mini série era em funçao de 4 títulos do vasco e do aniversário do meu time. no mais a mais, para contribuiçoes, temos um belo espaço, no campo lá em cima, “técnicos”. abraços