por Raphael Zarko
Cesar Menotti surpreendeu e disse que o melhor de todos os tempos foi Pelé. Nada de Maradona, Ronaldo, Messi ou Abelairas. O negão campeão do mundo aos 17 anos, gato ou não, dando balão e pegando de primeira em final de Copa.
É Pelé o primeiro a levantar a bandeira (Ui.) para se defender e lançar mão de números, estatísticas, para não deixar ninguém chegar perto da sua majestade. Nem no Santos nem no mundo. Está sempre com algum “porém” para lembrar quando lhe perguntam se, por exemplo, Messi pode chegar aos pés dele.
- Ele precisa vencer um Mundial pela Argentina – já disse Pelé. Eu acrescentaria: nem gol fez.
Há quem diga que tenho implicância com Messi. Como se isso fosse possível ou produtivo. É impossível. A Pulga já chegou no patamar de Romário, de Maradona, de Pelé, que está acima desses, simplesmente porque não acompanhei a carreira, mas faço questão de respeitar cada história, cada vídeo, cada coisa que li nesse tempo todo. Aliás, foi de uma cafonice maradoniana dizer que não ter visto Pelé não fez falta.
Nesse céu que coloquei apenas quatro, entram ainda, nessa ordem, Zidane e Ronaldo. Difícil deixar o francês abaixo de Maradona, por uma teoria simples que sempre usei: deve ser mais difícil ainda ter jogado mais que o Zidane.
E pegue a lista dos vencedores do prêmio da Fifa. Quem mais entra nesse grupo topo do topo? Cristiano Ronaldo não. Canavarro, nem pensar (sou mais Gamarra). Kaká, para mim, até chegaria perto, mas agora está difícil defendê-lo. Tem o Ronaldinho Gaúcho, claro, que era para ser o Messi do momento, mas preferiu, sei lá, um ensaio de escola de samba.
No pelotão que entra Kaká e R10, coloco Rivaldo, um grande craque, mas não tão genial e constante como muitos hoje insistem me dizer que era. Aqui, também entra Roberto Baggio e Stoitchkov, dois cracaços, um com muita técnica e pouca força, outro de muita força e muita técnica.
Figo, Bola de Ouro de 2000, é o mais limitado desta lista que estou citando. É do grupo de Shevchenko (2004), um grande goleador, craque de fazer gols, mas de outra estirpe.
Estirpe – adoro essa palavra – na qual não entra Marco Van Basten, outro genial, imprevisível, técnico, hábil, veloz. Da combinação que resulta em craque no ataque, sem dúvida.
Mais abaixo ainda, tem Weah, o Edílson da África, mais parrudo e menos hábil. Em outro estilo, Matthaus, líder da Alemanha na Copa de 1990, jogador histórico, não só pelos recordes, e Mathias Sammer, líbero sensacional também, são dos melhores que vi jogar.
E onde entra Neymar nisso tudo? Bem, para mim, está no processo – muito veloz – de entrar logo saltando vários andares e estacionar no nível lá de cima, do Messi e companhia. Mas por enquanto chama mais a atenção pelo visual, tal qual uma Shakira de vermelho decotado.

O Neymar ainda tem que comer muito arroz com feijão para chegar lá…
É um ótimo jogador, mas estamos falando simplesmente dos melhores do planeta em todos os tempos…
Para ele virar um Robinho, não falta muito não…