30 anos de pontas de lanças e “enganches”

Um outro anjo de pernas tortas no céu

por Ayres Santos*

Torcedor de futebol é um tipo, no mínimo, curioso. Todos nos falamos com nossos pares, torcedores do mesmo time, um monte de coisas a respeito de nossos jogadores, mas quando falamos com os “inimigos” defendemos veementemente aqueles que acabamos de criticar. Vejo os torcedores do Vasco fazendo isso com o Diego Souza e os do Flamengo fazendo o mesmo com o Ronaldinho. Vou falar aqui sobre os últimos 30 anos na posição em que eles jogam, analisar os dois casos e ver se nós, vascaínos e rubro-negros, temos razão em esperar mais desses “craques” no Brasileirão que está pra comecar.
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Quando comecei a ver futebol, a posição em que eles jogam, o camisa 10, era chamada de ponta de lança. Era o cara que, basicamente, fazia a ligação final entre o meio e o ataque. Normalmente, um artista da bola, um grande cobrador de faltas, de córners, um exímio passador, um jogador capaz de vislumbrar um lateral passando livre ou descobrir o centroavante sozinho com uma enfiada magistral. Em alguns casos, esse jogador era também o artilheiro do time, quando chegava na frente pra finalizar também.
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Nesse caso, posso citar vários jogadores que, de uma forma ou de outra, jogavam dessa maneira. Sócrates, Zenon, Pita, Jorge Mendonça, Mendonça, Jair (Inter) e outros. Mas, sem dúvida, o maior expoente dessa época foi o melhor jogador que vi jogar ao vivo, Zico (estão felizes rubro-negros?). (Nota do Yougol: não que me importe com isso, mas tenho amigos rubro-negros que reclamam que o Yougol é anti-flamengo como se tivéssemos dito “vai lá, Bruno, faz o que seu coração manda!”. Para esses casos, não são raros, haja paciência…). O Arthur Antunes Coimbra era um jogador extraordinário, que tinha todas as qualidades acima, mas misturadas com velocidade, técnica apurada, rapidez de raciocínio e imprevisibilidade. Isso tudo o tornava praticamente imarcável. Para os mais jovens, vejo no Messi muito do Zico. As arrancadas, os dribles geniais, o passe perfeito e, acima de tudo, a sede do gol. O “killer instinct” é muito similar (tudo isso na versãoo canhota e melhorada).
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Depois dessa fase brilhante tivemos uma seca, aonde talvez o melhor jogador que jogou nessa função seja o Djalminha. Esse que passou a carreira inteira brincando com seu próprio talento, jogando 20% do que podia, exceção feita à sua passagem pelo Palmeiras e Super Depor (La Corunã – quando não estava batendo no técnico Irureta – relembrem a cena e leia o primeiro comentário no Youtube). Mas, em termos de seleção, ele foi uma frustração.
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Outro que brilhou no Palmeiras e no La Coruña, Rivaldo (aliás, pelos comentários no vídeo da cabeçada do Djalma, há uma leve discussão quem foi melhor na Espanha) foi excepcional. Acho que foi, junto com o Ronaldo, corresponsável pela conquista do Mundial de 2002. Ele também teve brilhante passagem pelo Barcelona, mas, em termos de recursos técnicos e habilidade nata para a posição, acho que o Djalminha tinha mais recursos.
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Giovanni, Raí, Denner e até Ramon… Ramon?
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De outro estilo, Giovanni, ex-Santos, teve momentos brilhantes pelo Santos e pelo Barcelona, mas também ficou aquém no geral do que se esperava dele. Raí foi um jogador bom, nada além disso. Respeito a adoração dos tricolores paulistas pelo seu ídolo, mas ele foi um jogador normal, que tinha muitos defeitos congênitos para posicao em que jogava. Ele jogava mais com o cérebro do que com os pés – e teve uma carreira vitoriosa fazendo isso.
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Acho que o jogador que seria o grande gênio dessa geração morreu precocemente e sem realizar o seu potencial. Denner foi um craque fora de série, que, infelizmente, nos deixou muito cedo. Outro jogador, dessa mesma
época, que vale a pena mencionar é Ramon Menezes, talvez o melhorzinho de um grupo que teve Sérgio Manoel, Robert e tantos outros jogadores “de clube” que prestaram grandes serviços a seus clubes, mas que não tiveram qualidade suficiente para jogar na seleção brasileira com destaque.
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Chegamos então aos últimos 10 anos e a frustração tem sido imensa por ali. Ronaldinho, o maior expoente dessa geração, parou de jogar futebol há quatro ou cinco anos. É o maquinista do “Bonde do Mengão”, ganhou prêmio, mas se você espremer, espremer, não sai caldo nenhum. Acho até que o Flamengo jogaria melhor sem ele. Bottinelli daria mais movimentação ao meio, participaria mais do jogo, embora seja o mais fraco de todos os “enganches” que temos por aqui. Conca, Montillo e D’Alessandro são bem melhores.
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Diego Souza e Raí, tudo a ver
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Atenção. Não estou dizendo que Bottinelli é melhor do que o Ronaldinho, apenas lembro que um joga futebol, o outro passeia em campo, com brilharecos acidentais e um salário astronômico. Só para citar os outros “camisas 10″ dos últimos dez anos que ficaram no “quase”, temos Diego, Roger, Carlos Alberto, Alex (esse um artista desperdiçado na Turquia). Todos jogadores de extremo talento, mas que nunca decolaram 100%. Esse vácuo de talento brasileiro nesse setor criou a onda de importação de “enganches” que hoje assola nosso futebol. Já escrevi sobre isso aqui. De todos eles, Petkovic foi o melhor e o também o que sustentou por mais tempo boas atuações.
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Sobre o Vasco, que nesta quarta-feira enfrenta o Avaí na semifinal da Copa do Brasil, Diego Souza é tudo, menos camisa 10. É um bom jogador (muito inferior a todos os outros listados acima) que em forma pode ser um excelente segundo ou terceiro homem de meio de campo. Ele tem o mesmo problema que o Raí tinha na posição: peso e biotipo. Ele tem uma estrutura muito pesada. Se afinar e trabalhar o físico, é jogador para brigar até por vaga (no banco) na seleção. Como segundo homem seria um excelente reserva para o Ramires, até para mudar a maneira de jogar do time. Ramires é corredor queniano, Diego Souza é mais tecnico, pensa mais o jogo e dá uma saída de bola de mais qualidade.
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No Vasco atual, a camisa 10 tem que ser do Bernardo. Não tenho nem dúvida, é o único jogador com característica para jogar naquela posição. Se for feito um investimento nele, tem tudo pra ser um ídolo da galera vascaína. Vejo nele muito do Edmundo quando começou, habilidade nata, misturada com raiva. Ele é um cara que joga para provar para o mundo que é um gênio, um fora de série. Craque em todas as gerações de base, ele joga para provar que o mundo estava errado. E isso é uma virtude enorme num jogador de futebol. Dá a ele um tesão a mais de matar o jogo.
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Os times que têm um jogador de qualidade nessa posição levam uma vantagem enorme sobre os outros no Brasileiro que se inicia no fim de semana. Cruzeiro e Internacional são meus favoritos. Santos terá Ganso jogando nessa posição (embora não seja a natural dele) pelo menos até julho. Se o Conca voltar a jogar bem, o Flu pode chegar. Flamengo vai viver a novela Ronaldinho/Luxemburgo (até quando esperar?), Palmeiras a mesma coisa com a novela Valdívia.
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Se efetivar o Bernardo e der uma força para o garoto brigar lá em cima, o Vasco tem boas chances. Ricardo Gomes já organizou a defesa, tem Anderson Martins e Dedé, provavelmente a melhor zaga que já vi jogar no Vasco (isso mesmo, melhor que Mauro Galvão e Odvan). São Paulo, Corinthians e Grêmio têm problemas sérios de composição de elenco e o Atlético é um mistério com um grupo inchadíssimo e um técnico excelente. Sobre o Botafogo, eu passo, deixa para o Zobaran comentar.
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* Ayres é o nosso Tostão do Yougol. E colaborou inúmeras vezes, como você pode perceber na busca ou no texto abaixo.

Leia mais: 

Desperdício Futebol Clube

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Fahel, queira você ou não, um símbolo do Botafogo

por Eduardo Zobaran

Alguns torcedores do Botafogo (não sou muito adepto do termo “botafoguense”) acreditam que 16 de maio de 2011 entrará para a história como o dia em que #diadobotafogo e #parabensniltonsantos ficaram no topo do Trending Topics do Twitter. A iniciativa é fofa, mas, perdão aos iludidos, a História não é feita de hashtags - a não ser, é claro, que você tenha derrubado algum ditador no Oriente Médio. É muito mais provável que a data seja lembrada como aquela em que Fahel dá adeus ao Botafogo e, por isso, deve ter uma porção de botafoguenses (ops) dançando o moonwalk no melhor estilo Boateng até os primeiros raios do sol começarem a risca o dia 17 de maio.

Mas não. Não espere ler aqui um texto compilando todas as inúmeras falhas de Fahel. As inúmeras vezes em que o Botafogo arrancava um empate fora de casa contra aquele adversário carne de pescoço no Brasileiro e esse maldito cabeça de minhoca fazia um pênalti infantil já no fim da partida. As inúmeras vezes em que você pensou seriamente se trocar de clube não era a atitude mais sensata a se fazer, já que ninguém é obrigado a torcer para o time de um volante que tem na bola aérea seu ponto forte e, mesmo assim, você só lembra de um gol que ele fez contra o Fluminense na final de uma Taça Guanabara (ou seria Taça Rio. Pouco importa, o Fluminense nunca ganha esses jogos mesmo).

Fahel e o irmão

Um é ruim, dois é demais

Acontece que, se Fahel (não) é tudo isso, ele é também o melhor zagueiro reserva que o Botafogo tem para o Brasileiro. Tudo bem que as palavras “melhor” e “reserva” na mesma frase formam um raciocínio quase tão esdrúxulo quanto o da Ferj que premiou, também nesse bendito 16 de maio, Melhor Árbitro, Melhor Árbitro Assistente (!!) e Melhor Árbitro Revelação (!!!). Acontece que, se Antônio Carlos ou Fábio Ferreira não puderem jogar e, como eles são zagueiros, é possível que sofram com suspensões por cartões amarelos e vermelhos – isso sem falar nas famosas contusões musculares de agosto -, o Botafogo só terá João Filipe. E, eu não sei você, mas eu não boto a minha mão no fogo pelo João Filipe, muito menos a do Jefferson.

Se você ainda não se ligou, o campeonato nacional vai começar em alguns dias, algumas horas e alguns minutos. Embora o Botafogo esteja há uns 11 meses atrasados com relação à contratação de meias, laterais e zagueiros, muito pouco foi feito para resolver a questão. Ao invés disso, a diretoria prefere gastar seu tempo bolando projetos para a contratação de Ronaldinho Gaúcho, Diego e Seedorf (Acho que o Totti podia ser uma, hein!), sem nem mesmo pensar se tais contratações seriam tão boas no aspecto técnico quanto seriam no campo do marquetingue. O futebol, muitas vezes, não parece ser o principal interesse de algumas cabeças no clube, ainda que o Atlético-MG esteja aí para mostrar que essa estratégia não funciona tão bem.

Fahel e Ronaldo

Todos querem um pedacinho do Fahel

A saída de Fahel acontece muito mais por seu simbolismo do que por uma análise do (anti-)futebol praticado pelo mesmo. Sempre sério e nunca chinelinho, ele trilha o mesmo caminho que Lúcio Flávio e Eduardo, Emerson e Victor Simões, Max e Júlio César, Zárate e Escalada, Joel Santana e Cuca. No Botafogo, tudo parece ser feito dentro de uma irracionalidade louca, como se você precisa beber 17 doses de Jack Daniels antes de tomar qualquer decisão importante para uma empresa de receitas milionárias (mas nem por isso superavitária). É verdade que muitos desses jogadores e técnicos não mereciam terem passado por ali, mas esse é também parte do problema.

O Botafogo precisa desesperadamente parar de criar tantos símbolos de derrota, símbolos negativos. Parar de achar que um tetra-vice seria o fim do poço, que perder do Juventude é a morte, que uma Taça Guanabara é motivo para chororô. O Botafogo precisa parar de pensar como uma pessoa de 48 anos que perdeu o emprego, se desespera, fuma óxi (o crack já era) e que para se atualizar no mercado de trabalho resolve fazer um curso de datilografia. Está mais do que na hora do clube tomar uma atitude e deixar esses símbolos, ritos, mandingas e superstições de lado. Não pode esquecer também de trocar de nome. Porque, no dia que tomar todas essas atitudes, nunca mais será o Botafogo.

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10 questões para saber as chances do seu time no Brasileirão 2011

por Claudio RK*#

Houve um tempo em que era fácil saber se seu time tinha chance de títulos. Bastava ver a escalação da equipe e a dos adversários e comparar rapidamente quem tinha os melhores valores. Era simples e preciso, e o resultado dificilmente fugia do esperado: era natural que o Inter fosse campeão nos anos 70, o Flamengo nos 80 e que Atlético-PR e São Caetano disputassem a final em 2001. Eram grandes times.

Hoje, porém, tudo mudou. Pouco importa quem entra em campo; o resultado dos confrontos é determinado por fatores aos quais nem sempre damos a devida atenção (um deles, claro, sou eu). Por isso, elaboramos esse questionário, que prediz com absoluta segurança quem vence o Brasileirão 2011. E viva o futebol moderno!

1. No Campeonato Estadual, seu time foi:

A) Campeão

B) Vice-campeão, semifinalista, ou algo assim no caso desses torneios de mil fases

C) Mal pra chuchu

Marque 1 ponto para A e B, porque a história mostra que o sucesso no Estadual não serve pra prever nada no Brasileiro. E perca 1 ponto para C, porque aí já é demais.

2. Como foi a negociação de sua equipe com a Globo?

A) Já estava acertado desde o ano passado

B) Seguiu os passos do rival

C) Foi um dos últimos a aderir

Marque 3 pontos para A, porque você é amigo do rei, e 1 para C, porque você deve ter levado um algo a mais. Se marcou B, perca 2 pontos e vários milhões de reais.

3. Como é o banco de reservas de sua equipe?

A) Se precisar deles, ferrou

B) Tem um que devia ser titular, e só

C) No mesmo nível dos titulares

Se marcou A ou B, perca 1 ponto, já que os craques do seu time sairão em junho para o Uzbequistão; se marcou C, perca 2 pontos, porque seu time titular deve ser péssimo.

4. Seu clube passará por eleições nos próximos dez meses?

A) Sim

B) Não

C) Não faço ideia

Escolhendo A, perca 1 ponto; o clube será sabotado por dentro por facções convictas de que o que é ruim para o poder é bom pra elas. No caso de B, não ganhe nem perca nada, a menos que seu time se chame Vasco (se for vascaíno, sim, há eleição, embora seja indiferente) ou Palmeiras, que estão SEMPRE em confusão e perde 1 ponto também. Se você escolheu C, aqui é seu lugar.

5. O craque do teu time tem conta no twitter?

A) Sim

B) Não

A opção A vale 2 pontos a menos, e a B, naturalmente, 2 a mais. Acho que não é necessário explicar, mas em qualquer caso o Zobaran já o fez.

6. Seu time já trocou de treinador esse ano?

A) Sim

B) Não

Se marcar A, perca 1 ponto: o precedente está aberto e a chance de mudar de novo é enorme. Se marcar B, perca 1 ponto: o cara deve estar por um fio.

7. O estádio de sua equipe…

A) Está fechado pra reforma

B) Está em uso

C) Estádio? Da minha equipe???

A opção A lhe tira 2 pontos; é difícil jogar longe do lar, ainda que a poucos quilômetros dele. Se optar por B, ganhe 2 pontos: será um diferencial nesse Brasileirão. E se escolheu C, não ganha, não perde e eu lamento muito por você.

8. Quem manda no futebol do seu time?

A) Um presidente ou vice-presidente fanfarrão, que gosta de mandar gracinhas na imprensa

B) O técnico do meu time conhece o mercado, confio nele

C) Temos um presidente ou diretor de futebol que anda sempre bem vestido e usa expressões de RH como “captação” (em vez de contratar) ou “nossos fornecedores” (em vez de ‘olheiros’).

A opção A depende, se seu time tem dinheiro para investir, pode dar certo. É mais ou menos como na questão 2, da Globo (Se foi A ou C lá em cima, tudo bem. Se foi B, azar). Se não tem dinheiro, perca 2 pontos, porque vai dar merda. Na opção B, ganhe 1 ponto e torça muito pelo que ele escolher, porque se o técnico cair quem pode cair é você, para a Segunonda. Na C, ganhe 2 pontos, mas te garanto: vai morrer de monotonia.

9. Os veteranos do seu time são …

A) Ex-jogadores em atividade, daqueles que só arranjam problema e dão entrevistas bombásticas na hora errada

B) Ex-campeões no meu time quando ainda não eram veteranos

C) Técnicos, presidentes ou diretores de futebol do meu clube

Se você marcou letra C, consulte a resposta à questão 8 e analise o perfil do sujeito. De qualquer jeito, é preocupante de modo geral, você perdeu 2 pontos. Com a letra A, você perde apenas 1 ponto, porque dá para ignorar ou dispensar logo o velho. No caso da letra B, espere para ver o que acontece. Não ganha nem perde ponto.

10. Fora de casa, o seu time joga …

A)  Se borrando da unha até o último fio de cabelo do meu técnico careca e reza por um empate de 0 a 0

B) Com um losango no meio, um atacante isolado e até consegue passar do meio de campo

C) Como se estivesse em casa, ignora pressão alheia às quatro linhas

Na letra A, lamento, mas você vai perder 3 pontos aqui e, provavelmente, 3 pontos por jogo, por causa da mediocridade da tática. Com a B, há um certo equilíbrio na formação, então some 1 ponto e reze para ter bons cobradores de falta e cabeceadores. Na C, esquece, não existe isso. Se existe, nos avise por comentários.

RESULTADO – Some ou diminua de acordo com a pontuação sugerida e veja onde seu time e suas contas foram parar. Boa sorte.

Menos que 1 - Se mata! É, amigo, gosta de Showbol? Então é melhor você procurar onde a caravana dos velhinhos ídolos vai atuar, porque a coisa está feia para o lado do teu clube.  Nas conversas com os amigos, nos e-mails, nas redes sociais, comece a analisar o futebol de um modo estranho. Fale coisas do tipo: “O futebol é negócio, isso já acabou, vocês são uns bobões que ficam perdendo tempo com isso”. Tudo bem, essa é batida, mas então tente algo mais inusitado: “Fui num jogo ontem na nova Fonte Nova, que lugar belo, fiquei arrepiado. Que jogão, pena que meu time perdeu”. Aproveite a hora que todos vão se entreolhar para deixar uma merreca de dinheiro em cima da mesa e mete o pé.

De 2 a 5 – Acende a vela! Calma… Calma porra nenhuma, você está mais na merda do que o “Se mata!”. Teu time vai contratar, na janela de transferências, pelo menos duas revelações com passagens por seleções de base que saíram do Brasil com 18 anos para jogar no Uzbequistão (para quem não lembra, é aquele tipo de jogador que na questão 3 saiu para aquele país asiático, teve dificuldades de adaptação, com a língua, com o frio, com a comida, com a casa…) e terá três treinadores no campeonato. Entre eles, Renê Simões, PC Gusmão ou Joel Santana. Se for os três, meu amigo, tô quase te colocando no “Se mata!” definitivamente.

De 6 a 9 –  Há sorte, (ah) bunda! Bem, nesse caso, o conselho é o seguinte: torça para que o técnico da seleção, se ainda for o Mano Menezes, não vá jantar com o Carlos Leite ou um desses empresários que têm 77% dos direitos econômicos e federativos dos seus melhores jogadores. Se não, no dia de convocação da seleção, falsifique um exame de positivo em alguma doença grave, degenerativa, que vá provocar a morte lenta e agonizante do jogador do seu time. Isso impedirá que ele seja convocado para enfrentar a Tunísia em Wembley (aliás, lembre que a doença se agrava em casos de viagens longas – ou seja, voos internacionais) e assim o negócio será prejudicado e seu craque continuará no time. Resumindo: boas chances de uma Sul-Americana e, por que não?, uma Libertadorezinhas nas últimas rodadas.

De 10 a 17 - Agora vai! Atenção, seu time é favorito. Tudo bem, eu sei que todo comentarista de meia tigela fala no início do Brasileiro que o campeonato é o mais difícil do mundo, que 14 clubes entram com chance de ser campeão e outras baboseiras. Mas o Yougol garante: a base está montada, pode ir na maioria dos jogos e torça para que a CBF e a Globo gostem das instalações do seu estádio e da sua sala de imprensa.

* Claudio é de uma obra prima em cada texto que resolve enviar para o Yougol. Hoje, ele tem o imperdível, principalmente para os palmeirenses, Blog do Ipe, onde tem tudo sobre o Palmeiras, time do seu coração.

# As últimas três questões e o resultado foram feitas por Raphael Zarko, do Yougol, que vibrou com a ideia do texto de Claudio RK.

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Barradão, o estádio do acarajé marromenos

por Eduardo Zobaran

Com o fim dos campeonatos espanhol e italiano, não há dúvida, o Baiano 2011 é a competição a ser seguida. Os motivos são dois e bem simples. O Vitória corre risco de perder o campeonato para um adversário homônimo de seu maior rival. Na partida de ida, no Estádio Alberto de Oliveira, o Joia da Princesa, em Feira de Santana, o Bahia de Feira foi garfado e o jogo terminou empatado em 2 a 2. A volta é neste domingo, no Barradão, em Salvador, que nos leva ao segundo motivo para o Baiano 2011 ser - enquanto a Fifa não implica com as madeixas de Cumpadi Washington - imperdível. O simpático Manoel Barradas é o único estádio em que já degustei um acarajé (com pimenta, por favor). Torço para que o pastel do Engenhão nunca chegue por lá.

Não estava assim tão bom, mas é melhor do que o acarajé da Feira Hippie

O acarajé, em si, não é grandes coisas. De todos os acarajés que comi em 48 horas de Bahia foi, sem dúvida, o pior. De qualquer maneira, é muito melhor do que cachorro quente Geneal dos estádios cariocas. Por sinal, tem abará também. E, é claro, uma baiana vestida de baiana vendendo acarajé. Vi pelo menos duas barraquinhas, comi na barraca que fica do lado da arquibancada da bandeirinha de escanteio atrás da principal torcida organizada do Vitória, os Imbatíveis. Para te situar, eles ficam ali cantando, exatamente como qualquer outra torcida organizada do país, do lado esquerdo da cabine de televisão.

Achar o Barradão charmoso parece um tipo de crime em Salvador, onde a torcida do Bahia está em maior número. A cidade, por sinal, vive uma curiosa experiência. Mistura uma natureza linda, clima agradável, cultura riquíssima, um time tão popular quanto o Flamengo e outro com as mesmas cores do Flamengo. E tem mais. Se você conhecer um pessoa na Bahia e ela não for Baêa ou Vitória, ela provavelmente é Flamengo. Mas, voltando ao que estávamos falando, o torcida do Bahia odeia o Barradão, que é por eles chamado de Lixão. Mas o estádio é legal. Desses que você chega, vê o estádio de cima e tem que descer para a arquibancada.

Vista geral deste restaurante de acarajé chamado Barradão

O apelido, como tudo na vida, tem explicação. O local onde está o estádio de fato foi um aterro sanitário. A inauguração do estádio é de 1986, que é o divisor de águas do sucesso do clube no futebol estadual e nacional e também na revitalização de toda a região vizinha. Ainda assim, o time mais popular da cidade, o Bahia, tira um sarro. E lembra também que é uma grande dificuldade chegar e sair do Barradão. Neste ponto, de fato, estão certos. Se com pouco mais de 5 mil pessoas como foi quando assisti ao Vitória brocar o Feirense por 4 a1, imagina como deve ter sido quando o estádio bateu recorde de público, na partida entre o rubro-negro e o Juazeiro, em 2000, com mais de 55 mil torcedores.

Lá fora, os torcedores do Vitória fazem o que todos os torcedores de futebol do mundo  deveriam fazer lá dentro. Ou seja, bebem cerveja. E o preço é muito melhor do que os praticados em Engenho de Dentro (A lata pequena de 269 ml é a “piriguete”). Infelizmente, só consegui notar isso depois do fim do jogo. É que entrei só no intervalo, batendo assim um recorde pessoal de chegar atrasado. A culpa não é de longas filas na bilheteria ou na entrada, mas, sim, de álcool misturado ao Bar do Souza, na Praia do Forte (que fica a uma hora de carro de Salvador e tem um bolinho de peixe que, como diria o Mílton Leite, “Meldels!”). Por sinal, fazendo um cálculo rápido, ao chegar no Barradão, eu devia estar a cerca de 42 horas comendo água (expressão fundamental para sua visita à Bahia), considerando que minha primeira cerveja foi ainda no aeroporto e seis horas depois do jogo peguei o avião de volta para o Rio.

Ainda faltava falar do Franklin, o Ignorante, mas vou concluir logo porque esse texto já tá longo para dedéu. Se estiver na Bahia, não deixe de comer um acarajé no Barradão. Apesar de rubro-negra, é uma experiência gastro-ludopédica.

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De repente mente

Um luxo

por Severino Dinamarca*

Hoje eu vi uma zebraça. No Presidente Vargas, não deu  Sarney, nem Dilma, nem Lula, o que deu foi FH, os caras têm que aceitar. NHAM NHAM NHAM

Vê se me entende, abestado, não falo desenfreado, não ando embuchado, não tô injuriado, não sou nenhum bichado, mas estou classificado. NHAM NHAM NHAM

Tem dia em que a camisa, que o tão falado manto, que o tão antigo apito, que o pato e o periquito, pendem pro mesmo lado. NHAM NHAM NHAM

De um lado o Ronaldinho, de outro o Geraldinho, com ele o Oswaldinho e todo mundo viu, o que fizeram do Menguinho? Muito mais que um palavrão, eu tenho educação e eu tô desembestado. NHAM NHAM NHAM

Um dia diferente, o estádio bem lotado, tudo do preto no branco, meia dúzia de mulambo, tem que ouvir um bom repente. NHAM NHAM NHAM

Mas, olha, foi um sufoco, o povo tava doido, o Thiago endiabrado, o Ronaldinho engraçadinho. E o Angelim que devia tá acostumado, saiu logo de fininho. NHAM NHAM NHAM 

Tava tudo bem tramado. Apareci até na Globo. O Ceará ia pra cima, com a rapadura dura e o Mengo recuado, era um Deus nos acuda. NHAM NHAM NHAM

Mas vou te contar, era um bonde muito grande, precisava de rodinha. Isso não é problema, porque eu sou nordestino, cearense igual não viu. Se é de empurrão que precisam, vão pra puta que pariu. NHAM NHAM NHAM

* Severino Dinamarca é vascaíno, mora no Rio de Janeiro e arranjou uma serventia pra pesada camisa rubro-negra: cobrir a cabeça de três amigos cearenses quando vão pra praia. Não é guarda-sol, mas guarda-choro.

** Claro que a brincadeira é de Raphael Zarko, que avisa: independentemente do resultado de hoje, o texto de amanha já está pré-definido.

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Os cavaleiros que dizem Giggs

por Alexandre Matos*

Base da seleção espanhola campeã europeia e mundial, o Barcelona é o atual queridinho de público e mídia no futebol mundial. Não é para menos. Só contar com Lionel Messi em seu elenco já seria motivo suficiente para todos prestarem atenção no azul-grená catalão. Mas o Barça de Messi é também de Xavi Hernandez, Andrés Iniesta, David Villa, Carles Puyol, Pedro Rodríguez e Gerard Piqué, espinha dorsal do time campeão mundial na África do Sul. De Javier Mascherano e Daniel Alves, craques das seleções argentina e brasileira.

Novo na profissão, o técnico Josep Guardiola conseguiu remontar o time despedaçado de Frank Rijkaard e Ronaldinho. Armou um sistema de jogo em que o coletivo é tão forte quanto o individual. E como falamos de um time que tem um candidato a um dos melhores jogadores de todos os tempos, isso tem certo peso. Seja na seleção espanhola, seja no clube, este grupo de jogadores levou o conceito de “posse de bola com eficiência” ao extremo. Com tantos atletas capazes armando e três inspirados finalizando, o Barcelona tornou-se um time dificílimo de ser batido, considerado o melhor do mundo, fazendo com que muita gente dê como favas contadas a UEFA Champions League, que será decidida no dia 28 de maio.

Se você é um dos que acha que o Barcelona vai papar facilmente a Champions, então você tem uns 15 dias para começar a se preocupar. Eu poderia dizer que a final é disputada em jogo único, sistema que provoca bizarrices como Mazembe x Internacional de 2010 ou até mesmo Internacional x Barcelona de 2006. Mas vou ainda mais longe: a final será em Wembley, na capital inglesa, país do adversário. Por mais que tudo na Europa seja perto e que tenhamos muitos espanhóis em Londres, não duvidem que os supporters do United tornarão o lendário estádio num caldeirão vermelho.

Falando em United… Acho que o grande trunfo do Manchester para a final será exatamente o fato de um time fortíssimo como este quase “passar desapercebido” diante do furor catalão. Não bastasse jogar em seu país, diante de sua torcida, num estádio que lhe é mais peculiar que ao adversário (gerando melhores referências posicionais para os jogadores), o time ainda tem o atacante Wayne Rooney, o zagueiro Nemanja Vidic (melhor do mundo para mim, no momento), o veterano e ainda craque que a Copa do Mundo não conheceu, Ryan Giggs, Edwin Van Der Sar, que quer encerrar a carreira fechando o gol (como vem fazendo), Nani, um dos maiores “garçons” (que termo escroto) da Europa. Isso ao lado de um “elenco de apoio” do porte de Patrice Evra, Rio Ferdinand, Owen Hargreaves, Anderson, Darren Fletcher, Dimitar Berbatov, os Michaels Owen e Carrick, além de Javier Hernández, o popular “Chicharito”.

Um elenco com menos nomes de impacto que o Real Madrid, mas com um conjunto parelho ao Barcelona. Liderado por Sir Alex Ferguson, técnico do clube desde 1986, veterano que implementa a modernidade no arcaico esporte bretão. Diferente do arraigado conceito de técnico centralizador que os “professores” adotam no Brasil, o velho Ferguson na verdade é o head coach. As atribuições de treinar o time são divididas. Sem contar preparador físico, treinador de goleiro, fisioterapeuta, o United conta com os treinadores de campo Rene Meulensteen e Mike Phelan, que trabalham em conjunto com Ole-Gunnar Solskjaer, técnico do time B, para dar o suporte de campo a Sir Alex. Igualzinho faz Bernardinho com Ricardo Tabach e Hélio Griner, comissão técnica junta há 14 anos, atual heptacampeã da Superliga feminina de vôlei e papa-tudo na seleção masculina.

Os Red Devils de Rooney e Ferguson se tornaram um time capaz de enfrentar qualquer adversário, sob qualquer circunstância. É um time que pode controlar a posse de bola e produzir um bate-estaca incessante contra o gol adversário, como fizeram na partida de ida contra o Schalke 04, na Alemanha. Mas os diabos também são capazes de esperar a hora do bote preciso, tática que José Mourinho não conseguiu implementar na semifinal de seu Real Madrid contra o Barça. O United tem time, entrosamento e técnico bons o suficiente para fazer o que o Real não conseguiu. E devolver o resultado de 2009, quando perdeu a final da Champions para o próprio Barça de Messi e Guardiola.

Barcelona campeão europeu em 2006. Manchester campeão em 2008. Barcelona campeão em cima do Manchester em 2009. Manchester e Barcelona novamente na final em 2011. No confronto das maiores potências mundiais, vou sacar minha camisa dos Devils da gaveta. E você?

*Alexandre é flamenguista e mantém o blog www.mma-brasil.com. 

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Eu, Tostão, Messi e Ronaldinho Gaúcho

por Raphael Zarko

Dos 11 jogos que Ronaldinho Gaúcho fez no Milan, nessa temporada que acabou com os rubro-negros da Itália campeões, vi pedaços de quatro ou cinco e até, talvez, um ou dois inteiros. Não vou nem entrar naquele papo de que Ronaldinho estava mais magro, mais bonito, mais feliz, mais dentuço, mais ambientado, mais preparado etc e tal. Mas ao menos, na Itália ele fazia alguma graça. Até hoje, dia 10 de maio, véspera do Fla e Ceará no estádio Presidente Vargas, R10 bateu uma falta bem e fez três ou quatro jogadas boas.

Aí você vai acompanhar o que dizem do Ronaldinho. As notas nos jornais, se o Fla vence, são sempre acima de 6. Se o Fla perde, como aconteceu apenas uma vez, caiu para 4. Se empata, o que houve com mais frequência, é 5. E ele jogou rigorosamente a mesmíssima coisa em quase todos os jogos. Sejamos justos: o R10 do Fla tem sido regular. Ele não faz uma graça, nem uma gracinha – grande especialidade para os detratores dele -, nem um pentelho de arrancada (esquece?), de drible (nem um balão, um ovinho, um passar de perna por cima da bola e créu). Nada.

Ontem, nessa segunda-feira (9), Zagallo deu uma explicação à la Ayres Santos do porquê de Ronaldinho Gaúcho não ser mais um selecionável. Sem precisar ser deselegante, afinal os flamenguistas só querem falar mal do R10 entre eles (e esse comportamento já expliquei no número 2, aqui), ele disse que o Ronaldinho ocupa um espaço de 30 m. “Quando jogava muito, já era assim”, disse o Velho Lobo. Só faltou completar: “Hoje, que não joga nada, que só chega na ponta (da área, não do campo) e coloca bola na área, não poderia nunca, jamais”. Da boca de Zagallo saiu apenas o “jamais”, daqueles que todos podem interpretar livremente.

Falando como estou escrevendo aqui, parece que, só porque sou vascaíno (até depois de morrer), estou dizendo que R10 não está jogando nada. Não vou dar uma pataquada para introduzir “falo como jornalista”. Por favor… Falo como absoluto amante do que esse cara fazia. Era realmente um futebol de sonho, que seja de melhores momentos, mas de sonho. No domingo do Vasco e Flamengo, vi Allan, nosso bravo lateral improvisado, Rômulo e, principalmente, Dedé, ignorarem R10 em todas, eu disse TODAS, as disputas de bola com ele. R10 não driblou, não abriu espaços, não fintou, nada vezes nada. Mas o Fla foi campeão e que se dane…

Tostão escreveu, numa das colunas muito bem escritas às quartas e domingos na Folha de S. Paulo e no JB (sei que ainda existe o JB Digital, mas o Tostão mantém a coluna, alguém sabe?), que Ronaldinho era mais craque que Messi – o argentino já começava a dominar o futebol mundial de maneira impressionante. Na época, Ronaldinho já iniciava aquela decadência hoje vista quase que cegamente – embora tenha gente que não enxerga por absoluta paixão (e não me venha dizer que “ah, o R10 de antigamente não existe”. Mas, porra, o que existe agora é o Enrico? O Fernando Diniz? Eles até agradecem a comparação, mas vamos parar de eufemismos futebolísticos…). Tostão dizia isso após ver Ronaldinho e Messi num daqueles jogos festivos de fim de ano. Lembrou, inclusive, que Maradona era insuportavelmente incomparável com Zico quando ele assistia a peladas do tipo, sem compromisso, que é quando o jogador fica mais artista do que tudo.

Hoje, Tostão, recentemente também nas colunas dele, deixou Ronaldinho comendo poeira na comparação com Messi. Veja bem: Ronaldinho estragou tanto o prazer de quem o via joga que nem mais aquelas boas e velhas comparações (Romário ou Ronaldo?) a gente consegue fazer. Soa quase como piada dizer que Ronaldinho era melhor que Messi. E eu dizia isso. Até R10 pousar na Gávea. O segundo motivo foram os jogos que assisti à depressão em forma rubro-negra, ao contrário da alegria flamengo é flamengo que ele passa nas entrevistas.

Para fechar, Tostão escalou uma seleção de todos os tempos na edição desse mês na Placar. Yashin, Carlos Alberto Torres, Baresi, Beckenbauer, Nílton Santos; Zidane, Maradona, Cruyff, Pelé; Garrincha e Messi. No banco, deixou Romário, Ronaldo, Gersón, Zico e Ronaldinho. Para muitos é um time suicida, na minha opinião o problema é que falta Dedé. Assim todos poderiam jogar e pronto. Voltando, ainda mantenho a minha opinião de que o melhor momento de Ronaldinho (aquela Liga dos Campeões maravilhosa, aqueles gols no Real…) ainda é superior ao que de melhor fez Messi. Mas pelo conjunto da obra já não tem a menor graça. E R10 continua com aquele sorriso amarelo.

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